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Shavuot: Faíscas da Eternidade

Monica Berg
Maio 29, 2023
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Imagine por um momento que você fosse imortal. Quão diferente a vida seria?

Coisas como o fracasso ou os pensamentos e opiniões dos outros não pareceriam tão assustadores, não é mesmo? Em vez disso, se você descobrisse de repente que fosse imortal, há uma boa chance de que sentiria uma súbita infusão de possibilidade. Os limites desapareceriam… porque, afinal, você não vai a lugar nenhum, certo?

Esta é a energia de Shavuot. É um dia no qual nos é dada a oportunidade de experimentar um gosto da ilimitabilidade. Para nos comprometer novamente a viver a nossa melhor vida, cheia de bênçãos e abundância. Shavuot nos conecta ao que os kabalistas chamam de “revelação no Monte Sinai.” O próprio nome é uma palavra-código para a união perfeita entre a Luz e o mundo físico.

Porque foi isso que ocorreu há 3.400 anos no deserto: a conexão entre os céus e a terra se manifestou no recebimento da sabedoria divina. Como resultado, a cada ano nesta época, entramos em um estado de puro potencial, onde tudo e qualquer coisa é possível–até mesmo a ideia da imortalidade.

Eu sei o que você está pensando: como pode qualquer coisa–quanto mais qualquer pessoa–ser imortal? Isso vai contra todos os fatos e leis científicas que aprendemos. No entanto, o que sabemos sobre a natureza da vida (e, nesse sentido, da morte) é apenas um pequeno vislumbre do que existe nos reinos invisíveis.

Quanto à ciência, apenas começamos a arranhar a superfície dos aspectos imortais do nosso universo físico. Por exemplo, aprendemos que as estrelas nascem e eventualmente morrem. Mas será que morrem mesmo? A energia solar, a radiação, as projeções químicas e os elementos emitidos pelas estrelas viajam através do tempo por bilhões e trilhões de anos. E aqueles ejetados de estrelas “moribundas” se tornam os blocos de construção para novas estrelas e corpos celestes, assim como para qualquer vida que possa existir no cosmos. De fato, de acordo com a NASA, “Do carbono em nosso DNA ao cálcio em nossos ossos, quase todos os elementos em nossos corpos foram forjados nos corações ardentes e nos estertores da morte das estrelas.” Não importa quem somos ou de onde viemos, somos todos feitos de poeira estelar! E isso é apenas o aspecto físico da nossa “imortalidade.”

Nossas palavras, nossas ações e nossas criações têm o potencial de nos tornar imortais, pelo menos no sentido humanístico da palavra. Quem nunca ouviu o nome Platão, embora ele tenha vivido há mais de dois mil anos? Quem nunca ouviu um soneto ou uma peça de Shakespeare? Ou leu um poema de Emily Dickenson? Ou admirou as obras dos muitos grandes artistas que há muito já partiram deste reino físico? Deixamos vestígios de nós mesmos em nossos filhos, em nosso trabalho e em nosso próprio modo de ser.

Podemos vislumbrar esse senso do eterno também, a qualquer momento, através de nossos estudos e práticas espirituais–quaisquer que sejam. Meu marido Michael expressou sua própria experiência desta forma: “Quando eu estou me conectando ao Zohar [os ensinamentos da Kabbalah], o que eu estou realmente fazendo é irradiar a Luz da Imortalidade para aquele aspecto do meu corpo físico, minha alma e o mundo…” Nosso trabalho espiritual ajuda a banir a negatividade, o caos e o medo em nossas vidas e nos realinhar com a Luz em todas as suas expressões. E quanto mais nos infundimos a nós mesmos e ao nosso trabalho com essa Luz, mais tempo nossas criações neste mundo brilharão.

Em última análise, Shavuot serve como um poderoso lembrete de que estamos para sempre em parceria com a Luz do Criador, e que os limites que percebemos em nossas vidas frequentemente não são reais. Eles existem porque nós acreditamos neles para que existissem. Considere isto: há apenas 130 anos, se você tivesse dito a alguém que os humanos em breve estariam voando em uma máquina acima das nuvens, você poderia ter sido mandado para o manicômio. Mas aqui estamos nós, com cerca de 2,5 milhões de passageiros embarcando em aviões todos. Os. Dias. Tanto para essas limitações, não é?

Da mesma forma, como você sabe o que pode ou não alcançar até tentar? Este é o momento de deixar de lado seus “não faças” e seus “não possos” e olhar através da lente de tudo é possível!

Deste ponto de vista, nossos desafios e aparentes retrocessos se tornam oportunidades de transformação. Prestando atenção àquilo que tendemos a resistir e trabalhando nessas áreas, nos tornamos versões mais fortes, mais resilientes e mais capazes de nós mesmos. E até mesmo um obstáculo superado ajuda nossa resistência ao crescimento e à mudança a desaparecer.

Rav Berg costumava dizer que “Consciência é tudo.” A consciência ilimitada de Shavuot é potente além da medida. Quer pensemos na imortalidade como uma possibilidade literal ou como uma ferramenta metafórica para a nossa própria evolução e a do mundo, ao nos conectarmos a ela, ascendemos além de nossas vidas como as conhecemos. Começamos a reconhecer e abraçar as partes infinitas de nós mesmos–os aspectos do nosso ser que são eternos!

E passamos a perceber que tudo e todos que encontramos também compartilham uma faísca daquela Luz eterna: a mesma que brilhou em cada passado… e que brilhará em cada futuro que ainda está por vir.


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